sábado, 25 de outubro de 2008

A Arte Como Ilusão Necessária

Ou O Niilismo na Arte, Ou A Estética Niilista

Aviso já que não venho aqui dizer nada de novo, mas antes, como tudo, venho arranhar umas coisas duma remistura do que já fora remisturado.

Acho que todos estão de acordo sobre uma coisa – a Arte nasce da criação da imagem, isto é, da imaginação. A necessidade cerebral duma descarga de criatividade, que destrua o carácter efémero e limitador das coisas, é o motor de ignição da Arte, já o provaram Freud e Pavlov.
Como disse, é uma necessidade cerebral, ou seja, fisiológica. Se assim o é, não será errado dizer que o artista parte dum fenómeno sensitivo e pretende retratá-lo, ganhando formas falsas, porque a fisiologia cerebral trabalha num simultâneo e a imaginação pega imediatamente nesse fenómeno sensitivo e dá-lhe uma razão de ser, que é uma razão de ser a posteriori. Esta é a primeira Ilusão – tal “Leve, Breve, Suave”, todas as sensações levam uma marretada da imaginação, e tumba, aparece a causa efeito da sensação, a primeira Ilusão.
E quando a obra destrói, precisamente, a causa efeito? Deixa de ser Ilusão? Pelo contrário, ainda o é mais – é uma dupla falsificação. Tal como dita Álvaro de Campos, no seu “Apontamentos para uma Estética Não-Aristotélica”, em Arte, há duas forças contrárias em disputa, como em tudo, aliás: “captar e subjugar”. Quem diz estas, diz muitas outras: construir e destruir; inteligência e emoção; belo agradável e belo horrível. Pois ele mostra que a captação, o agradável, a inteligência, são a falsa Arte (embora diga, depois, que “não é a teoria que faz o artista”). Eu aqui pretendo mostrar que ambas são falsas.
Porquê, então? As disposições da sensibilidade do artista são forjadas pelo intelecto, que, por sua vez, não cresceu sozinho, mas antes forjado pelas captações das disposições forjadas da sensibilidade. Ora, para dois forjadores, duas Ilusões. A primeira, a dos “fingidores”, reconstrutores gregos, é uma reconstrução forjada do real e da experiência e seja do que for (ou não for, também, que a ausência é importante, como as pausas na música, já dizia o senhor Cage) – Ilusão directa e, muitas vezes, assumida. A segunda, é uma reconstrução forjada pela imaginação de dizer à imaginação que não se está a usar a imaginação, mas antes apenas a sensibilidade – Ilusão dupla, ou indirecta.
Ainda os há que confundem imaginação com sensibilidade, ou ainda os que querem que a primeira complemente a segunda e a segunda a primeira. Mais duas mentirinhas, pois se não fossem imaginação e sensibilidade duas coisas diferentes, não sentiria o cheiro, mas a ideia dele (e o frio seria psicológico, como dizem os ilusionistas directos); não teria a ideia do cheiro, mas senti-lo-ia. Além de diferentes, também se não complementam, pois que eu posso ter uma ideia de cheiro e estar a cheirar outro, iludindo-me propositadamente, ou posso cheirar um cheiro e fingir que cheiro outro, sendo que não o complemento, de todo, mas o substituo. Mais duas Ilusões, que destroem a divisão ridícula entre a arte do real e a arte do abstracto, entre a ilusão única e a ilusão dupla, que são, sem mais tergiversações ou evasivas, Ilusão.
Então, se os aristotélicos são ilusionistas, se os não-aristotélicos são ilusionistas, se os nem carne nem peixe são ilusionistas, quem o não é? Ninguém! A Arte é esta Ilusão, entanto necessária.
Daqui, surge o problema de se decidir o que é objecto de Arte, de apreciação estética, e o que não o é, pois se todas as quatro Ilusões são arte e tudo o que se faça tem uma delas, ou várias delas, ou todas elas. Só há uma solução para estas Ilusões, que ma deu Bronowsky, muito obrigado a vossa mercê – a obra separa-se do artista, a partir do momento que sai dele; como o filho da mãe (ou do pai, que hoje em dia, isto assim como assim e diz que diz e etcetera), a partir do momento em que lá se vai o cordãozinho umbilical. Quem define o que é Arte e não-Arte é quem apreende o objecto, sendo que o conteúdo e a forma são completamente irrelevantes, até porque são o que o apreensor quiser (não tivera ele sensibilidade e imaginação, também). Ele apercebe-se das características do objecto, apercebe-se da falta de outras, cria as suas causas efeitos (entrelaçamento e disputa de características), que dependem da sua individualidade, da sua memória, da sua sensibilidade e, o que será, talvez, o ponto determinante para que se defina o que é Arte e o que não é, da sua cultura (segundo Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, “parte cultivada de um sítio, unidade produtiva, ou região”, ou seja, “conjunto de conhecimentos acumulados e socialmente valorizados, que constituem património da sociedade”, como nós somos tão parecidos com o belo do vegetal).
Deste modo, o que é arte será definido, novamente, por duas forças àlvarocampianas: pelo sujeito apreensor como ser individual, dominador; pelo sujeito apreensor como ser social, captado pelo dominante. Não há nenhum apreensor que tenha igual domínio, embora haja quem seja igualmente dominado, o que faz com que a definição da Arte seja algo de impossível, entanto, e repito até à exaustão, necessário.

Remato com o meu dogma:
Cada artista, tal como cada sujeito apreensor do objecto artístico, deve, pessoalmente, dominantemente (embora já muito dominado, como é óbvio), procurar o seu critério do que é a Arte. Cada artista deve criar a sua Ilusão do que é a Arte. Cada ser humano deve iludir-se o melhor possível de que a Arte existe mesmo, porque também é Ilusão que ela não exista.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Uma Discussão: Deus é igual a Amor ou Deus é Criador de Amor?

Eis aqui uma bela discussão sobre o meu texto "Eternidade ou Finitude".

Anónimo disse...
Com a base da ideia já começo a discordar. O homem será a coisa mais natura do mundo: a possível evolução não orientada por esse “porque sim”. Alias, como referes tu mesmo “homens, autênticos semideuses, porque criadores e portadores de vontade independente”. Então passo a dizer que a natureza só existiu direitinha e equilibrada quando apareceu o homem. Surge assim talvez um “por quê porque sim”, ou então posso mesmo chamar-lhe um “porque não”. Deste modo a natureza passa a estar influenciada por mais do que uma vontade.O que acontece e que são ambos seres. Mas são seres diferentes:O homem é um ser que existe corporal (palpável), intemporal (na medida em que o seu corpo morre para a terra e forma um ciclo no mundo), o homem incorpora o “porque sim” e o “por quê porque sim/porque não”. Ou seja, o homem tem um pouco de “deus” em si. O 2ndo ser, o tal “porque sim”, é um ser corporal (não palpável, excluindo assim o universo), intemporal (pois existe em presente, sempre).Assim, na vida, a ideia é unires a tua vontade com a do segundo ser, para viveres uma vida na paz. O que não significa que este seja o objectivo último, mas assim encontra-se o bom equilíbrio.Mas o homem não poderia existir sozinho no nada e deus sim.Assim, deus é um ser superior ao homem, na medida em que existe por ele mesmo. Deus tem muitas armas para fazer tudo o que quer, mas usa apenas uma, a mais forte: o amor.Deste modo, igualo o amor a essa força unificadora, que une todos os seres e não seres. Une tudo o que exista, pois deus ama tudo, e assim o amor está em todo o lugar.Permita-me que discorde ainda com a justificação para a pergunta que colocou: se caminhamos todos para um ser. A justificação para a parte corporal e para a espiritual foi a mesma, achando que o espiritual estivesse atado ao corporal. A comunhão não justifica o caminho para o mesmo ser, pois para eu ter a melhor vida possível, terei que viver em comunhão com os outros. Se caminharmos os dois no mesmo sentido, ate com a mesma vontade, querendo cada um a melhor vida para si, não caminhamos os dois para um mesmo ser, até vamos em direcções opostas.Assim, e para reforçar a ideia que o amor não é um ser, verifico que o amor e incorporal, e não tendo corpo, é um parasita (no bom sentido), pois precisa de outro ser, com quem partilhar a simbiose, e assim existir.No fim do corpo intacto (pois este permanecera na terra o seu ciclo), a alma, as memorias e a vontade, vão deixar de comungar com o homem e passar a comungar com deus. E nessa altura será estúpido lutar por uma mesma vontade una e eterna, pois serão todos comunhão. E aí só se conhecera o amor, pois todo o ser o terá em si de uma forma quase exagerada.bem, vou ficando a espera de uma resposta
12 de Setembro de 2008 2:11

Benjamim Natura disse...
só uma questão, antes de lhe responder? Para si, Deus=Amor?Ou Deus é um ser Criador de amor?Um ser tem, obrigatoriamente, um corpo físico, isto é, um cadáver? Outra questão? o amor que "todo o ser terá em si de uma forma exagerada" não é o atingir duma vontade una e eterna?Peço desculpa, acho que empreguei mal a palavra vontade e, por outro lado, tomei como dogma pessoal que um ser não tenha um corpo.Há algo que não consigo conceber, e daí talvez o meu erro, que é o seguinte: um Deus independente da Criação - para mim, Deus está aqui. o seu "ama tudo" é o meu "está na essência de tudo"(essência - corpo espiritual, ou o corpo não-físico de que é feito o amor, ou orientalmente falando, a energia vital do Universo [karma, se não me engano, mas acho que me enganei]). O que eu no meu "eternidade ou finitude" tentei explicar foi que o Homem, porque criador, semi-deus, tem, sem dúvida, uma vontade e um individualismo, e daí a sua contra-natureza, apenas no sentido em que uma árvore, um bicho, um etc. não é dotado dessa humanidade. usei mal a expressão, tem toda a razão.o meu objectivo era destruir essa presumível contra-natureza humana. Porque o Homem continua a ser natureza, uma vez que tudo o que faz dele Homem continua a ser fruto dum acaso, ao qual prefiro dar um sentido, chamando-lhe Amor. As ideias, a inteligência, a vontade, nós controlamo-las (numa pequena parte) - sabemos o que pensamos, sabemos por vezes porque o pensámos, mas NUNCA sabemos como construimos o que pensamos, ou, por outras palavras, porque razão as nossas reconstruções do real, que são a base do desenvolvimento do homem em relação ao animal (a seguir vem o comunicá-las, isto dito duma forma muito simplista, não estudei filosofia numa faculdade nem tenho uma cultura por aí fora), nos aparecem como e quando aparecem e não doutra forma totalmente diferente. Quanto a esta questão, só posso conceber que foi assim "porque sim", porque a minha desvontade, que será então o meu "pedacinho de Deus" que está em mim e em tudo e para onde tudo vai e que NÂO EXISTE COMO SER INDEPENDENTE DE TUDO (seria melhor esta palavra, desvontade, então) veio cá à cabeça e eu depois reconstrui-a com a minha vontade. Aí sim, posso considerar dois seres, mas o que digo é que a vontade acabará quando eu der o berro, e aí serei parte da essência de Tudo (serei apenas o 2º ser) do porque sim que mete as coisas nas cabeças e as energias vitais no real, talvez fisicamente também, se tiver em conta que toda a minha energia será reabsorvida pelo meio. e aí, o "porque não" passa a ser apenas a vontade e liberdade do Homem que questiona, ou seja, o "porquê porque sim", que cria uma espécie diferente de evolução (contra-natura, por não ser o porque sim; ou natura porque o "porque não" está dentro, também ele, do porque sim, mas a nossa cabeça não o concebe); e que cria, através desse mesmo poder criador, a maldade, ou egoísmo. com isto, quase me atrevo a dizer, como "assim falava Zaratustra", que é preciso haver maldade para haver uma evolução e que, se o Amor é a vontade essencial de Tudo, já "acaseou" tudo de forma a que houvesse o mal.Com o Homem, realmente o Mundo evoluiu, mas, ainda assim, a essência do Homem é um "porque sim", que eu, comodamente, digo que é Deus.Eu no fundo acho que tem toda a razão, meu caro senhor anónimo, mas prefiro não dividir o Amor dos seres. Ou melhor, prefiro alimentar o meu orgulho e a minha maldade - benditas sejam elas...
18 de Setembro de 2008 0:35
Benjamim Natura disse...
não quero dizer que o Amor seja o egoísmo, o orgulho e a maldade, mas criou-os porque só assim pode existir também bondade.Estou-me a explicar mal, ainda tenho muito por resolver
18 de Setembro de 2008 0:42

Anónimo disse...
Boas Sr. Natura,Desculpe-me a demora na resposta. Acaba por ir. Aqui.“Deus=Amor. Ou Deus criador de Amor?”Para mim Deus é criador de amor e criado por amor. O que não significa que sejam a mesma coisa, pois deus e um ser e amor um parasita que abunda e desbunda n’ele.”Como o amor também parasita o homem é frequente dizer-se que cada um de nos tem um bocadinho de deus em si, o que me parece de certo modo, um bom engano. “Um ser tem, obrigatoriamente, um corpo físico, isto é, um cadáver?”Um ser tem obrigatoriamente um corpo. Disto não há duvida. O que eu acho(e talvez seja este o cerne da questão) e que pode ter um corpo físico sem cadáver. Um corpo físico porque existe uno no universo( existe no universo, não e o universo). Existe. Mas pode não ser palpável as nossas mãos, nem visível aos nossos olhos. No meu entendimento , dizer corpo físico acaba por ser uma redundância. O “físico” vem dar força ao que o “corpo” tenta descrever.“o amor que "todo o ser terá em si de uma forma exagerada" não é o atingir duma vontade una e eterna?”Mas essa vontade vem de onde? No nada pode-se colocar deus e assim também o amor. Este amor vem de algum vontade? Talvez se possa dizer que vem da vontade de deus. Mas o amor não e posterior a vontade d’ele. O amor habita n’ele. O amor e essa vontade una e eterna são coisas diferentes mas julgo, e por nenhuma ser anterior a outra (deus e eterno assim cm o seu amor e a sua vontade), que ambas coexistem no tempo e no espaço.Esta parte tive dúvidas em perceber:“Um Deus independente da Criação - para mim, Deus está aqui. o seu "ama tudo" é o meu "está na essência de tudo"(essência - corpo espiritual, ou o corpo não-físico de que é feito o amor, ou orientalmente falando, a energia vital do Universo [karma, se não me engano, mas acho que me enganei]).”Duvida primeira: o amor também e feito de um corpo físico, para deste modo se poder falar do corpo não-fisico do amor?Duvida segunda: ao substituir o meu “ama” pelo seu “essência-corpor não físico de que e feito o amor” não estará a igualar tudo?Agora, permita-me que interprete a sua pergunta e a responda (perdoe-me e avise-me se o fizer erradamente):Eu não digo um deus independente da criação. Deus amou tudo antes ate do tudo existir. O tudo teve sempre amor, porque deus sempre o amou. Deus criou o tudo com o seu amor e daí que o amor seja um parasita em tudo (e sim, existe em tudo, como concluirei mais a frente). Reforço ainda que o amor não e um ser que só passou de deus para os resto e só existe em simbiose.Se “porque sim” é igual a “pedacinho de deus”, passa a haver um porquê: porque deus. Para mim faz toda a diferença ter sido deus a criar essa sua desvontade. Alias, a dependência da desvontade e deus.Desta forma a desvontade( o que não consegue explicar da construção do pensamento e outras coisas que tais) foi criada por deus, alias como você mesmo foi criado por deus, vem a cabeça e em cima pomos a nossa liberdade e a nossa vontade. Essa vontade sim acabar quando ser o berro. E aí não integrara deus, mas viverá em comunhão com ele.Fisicamente partilhara o universo. Será universo (palpável e por isso diferente de deus), com a sua matéria e energias.Agora, concordo com que o “porque não” possa ser essa vontade e liberdade do homem que questiona, criando uma espécie diferente (do resto da natureza, sim) de evolução e que cria deste modo também a maldade e o egoísmo. O que eu ainda acho e que isso e natura / tem que haver contrários, certo? Por ex.: bom/mau). Não é contra-natura por não ser o “porque sim”, pode ser natura e não estar dentro do “porque sim”. Assim é natural que haja um “porque não” e é humano (a tal humanidade que falou) que haja um “por quê porque sim”.Agora a conclusão (na qual acabo por concordar consigo):Se há amor poderá haver ausência total dele? Acho que não. Nem sequer existe uma palavra para tal. Mas o amor pode ser muito escasso e estar escondido por alguém que não o queira. Isso acontece qd se reúnem em peso o egoísmo, o orgulho, a maldade e outras q tais… assim o amor passa a ser um parasita incondicional em todos, mas numa dose mínima obrigatória da existência… a má noticia é que me quer crer que este “porque não” tem também uma dose mínima obrigatória a todo o homem.Agora depende de si, de mim, de todos. Alimentamos qual? E por esta razão que se deve acreditar em todas as pessoas (não querendo eu dizer que todas as relações humanas são boas e construtivas para os intervenientes).Agora espero ter-me explicado melhor…Que isto de percebermos esta longe de ser possível. Sabe isso não sabe?
26 de Setembro de 2008 19:26

Benjamim Natura disse...
" que eu acho(e talvez seja este o cerne da questão) e que pode ter um corpo físico sem cadáver. Um corpo físico porque existe uno no universo( existe no universo, não e o universo). Existe. Mas pode não ser palpável as nossas mãos, nem visível aos nossos olhos." - então acha que, para além do cadáver, há algo em nós constituído por matéria e energia, mas possivelmente invisível aos olhos? E será isso a alma, ou o tal corpo do ressuscitar "em corpo e alma"?Agora a resposta às dúvidas.Quando digo um Deus que não seja independente da Criação, quero dizer um Deus que só exista na e com a Criação (um bocado à panteísta, novamente, uma espécie de Deus é Tudo). Quanto ao corpo não-físico, não quis dizer que houvesse um físico, apenas quis dizer que o amor é, digamos assim, a alma das coisas. Quanto à segunda dúvida, acho que é este o ponto que separa a minha ideia de Deus da sua, e, no fundo, é disso que se tem sempre falado - para mim: Deus é Amor (é igual a)para si, pelo que percebi: Deus é o criador do Amor e de Tudo.Eu estou precisamente a tentar igualar tudo, o que me parece que, para si, é inaceitável.estamos (des)entendidos, senhor anónimo.permite-me que publique no blogue esta discussão?Se eu percebesse Deus não teria o prazer de estar aqui a escrever estas coisas, sei isso sim senhor. "Há sempre algum amor" - ainda bem."E aí não integrara deus, mas viverá em comunhão com ele.Fisicamente partilhara o universo." - ora bolas, não vou ser deus.estou a gostar muito desta sua argumentação, pôs-me a pensar. muito agradecido, é mais que provável que tenha toda a razão.(e cá para mim, imagino que o senhor deva é ter um curso de teologia, que parece que tem os termos todos correctos nem inventa termos estúpidos, como os meus)
27 de Setembro de 2008 1:30

Anónimo disse...
só nao usei a palavra alma, porque a maior parte das vezes ela é mal entendida( coitada da alma...), mas talves seja isso sim...sim, é um ponto muito particular este se deus=amor ou criador e criado por amor... um pouco ridicula ate, creio... mas é uma questao válida!todo o gosto em partilhar discussões com bloguistas e outros q tais...inté questionável natura questionário
29 de Setembro de 2008 21:32